Museu em Cabo Frio recebe exposição sobre a Lagoa de Araruama

Inauguração da Exposição

No dia 3 de fevereiro, às 17h, será realizada a abertura da exposição itinerante intitulada “Memórias Salgadas: O Sal Corrói, a Lembrança Evoca” no Museu de Arte Religiosa e Tradicional (MART/Ibram), localizado em Cabo Frio. Esta inauguração é parte do projeto coordenado pela Coletiva GECAY, que se dedica à pesquisa e promoção das histórias de comunidades originárias, quilombolas, suas tradições e a presença feminina nessas narrativas. O evento contará com um bate-papo enriquecedor dado pelo historiador Pierre de Cristo, que destacará a importância histórica das comunidades de pescadores e salineiros da região.

O Que Esperar da Mostra

A exposição busca enfatizar a função social dos museus, promovendo um espaço de interação e troca de conhecimento com a comunidade local. Dedicada à preservação de saberes e práticas relacionadas à pesca artesanal e à indústria salineira, a mostra torna-se um importantíssimo instrumento para compreender a identidade cultural da Região dos Lagos. Através da apresentação de relatos e objetos, os visitantes poderão mergulhar em uma rica tapeçaria de memórias e tradições.

O Papel do Museu na Comunidade

Os museus exercem um papel vital na sociedade, funcionando como catalisadores de diálogos, educação e preservação de cultura. Ao envolver a população nas atividades museológicas, como essa exposição, o MART se afirma como um espaço aberto ao convívio e ao aprendizado, promovendo um ambiente de pertencimento e valorização das tradições locais. A iniciativa busca não apenas preservar a memória, mas também trazer à tona as histórias e lutas das comunidades que vivem ao redor da Lagoa de Araruama.

exposição sobre a Lagoa de Araruama

Histórias de Pescadores e Salineiros

A Lagoa de Araruama não é apenas um corpo d’água, mas um palco onde vozes de pescadores e salineiros se entrelaçam. A exposição traz à luz as experiências de figuras como Alzira Rufino e Francisco Rodrigues, que contribuíram de forma significativa para a formação da cultura local. Suas histórias representam a resistência e a resiliência das comunidades que dependem da lagoa para sua sobrevivência e desenvolvimento. Esses relatos são fundamentais para compreender a ocupação e a utilização dos recursos naturais da região.

Objetos e Memórias Reunidos

Uma parte essencial da exposição é a coleção de objetos que foram coletados junto a integrantes da comunidade. Esses itens não são meros artefatos, mas guardiões de memórias e significados profundos. Cada objeto, desde ferramentas de pesca até utensílios de trabalho dos salineiros, traz consigo uma história que conecta o passado ao presente. Essa abordagem não só enriquece a experiência do visitante, mas também solidifica a ligação entre os cidadãos e suas raízes.



Programação da Exposição

A exposição estará disponível ao público na Sala de Exposição Temporária do MART de 3 a 12 de fevereiro. A visitação é gratuita, proporcionando acesso a todos os interessados na cultura local. O horário de funcionamento será de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. Essa programação flexível visa atingir um público diversificado e estimular o interesse pela história e tradições da Lagoa de Araruama.

Atividades da Coletiva GECAY

A Coletiva GECAY tem como foco a valorização e a documentação das histórias de comunidades que frequentemente ficam à margem da narrativa histórica mainstream. Além da exposição, a GECAY promove diversas atividades que envolvem a comunidade, como oficinas, palestras e rodas de conversas, engajando os cidadãos em discussões sobre identidades culturais e saberes tradicionais. Essas iniciativas fortalecem a conexão entre o museu e o público, criando um espaço de aprendizado continuo e respeito às tradições locais.

A Importância da Museologia Social

A museologia social é um campo que busca repensar a função do museu na sociedade contemporânea, abordando questões de inclusão e participação. A exposição “Memórias Salgadas” se insere nesse contexto, considerando a voz e a experiência das comunidades locais como essenciais para a construção de uma narrativa mais justa e representativa. Por meio desse olhar, os museus se transformam em espaços de diálogo e reflexão, onde diferentes realidades podem ser apresentadas e discutidas. Assim, a museologia social vai além da preservação de objetos, mas valoriza a vida e as memórias das pessoas.

Visitação e Horários

Os interessados em conhecer a exposição “Memórias Salgadas” podem se dirigir ao MART entre os dias 3 e 12 de fevereiro, podendo aproveitar o acesso gratuito. Os horários de visitação são de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. É uma oportunidade imperdível para quem deseja aprofundar sua compreensão sobre as tradições e histórias que moldam a cultura da região.

O Futuro da Exposição em Outros Locais

Após sua passagem pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional, a mostra “Memórias Salgadas” seguirá para outros espaços culturais, como a Praia do Siqueira e a Associação dos Pescadores Artesanais em São Pedro da Aldeia no dia 23 de fevereiro. Esse itinerário foi planejado para garantir que mais pessoas possam se beneficiar da experiência da exposição. A expansão da mostra reforça a relevância das narrativas ali presentes, promovendo um alcance ainda maior na sensibilização sobre as práticas culturais e a importância da preservação da Lagoa de Araruama.



Deixe um comentário